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28/maio/2019

Laudo Neuropatológico

Tumor Cerebral, e agora?

Por: Mariana Linder, Neurodiagnostic Brasil.

 

Se você ou algum conhecido possui dores de cabeça persistentes associadas a náuseas e vômitos, notou alguma perda de força ou rigidez muscular, teve alterações visuais, auditivas ou de equilíbrio, passou a ter dificuldades de fala ou compreensão, tem notado movimentos involuntários ou perda de coordenação, fique atento e procure um médico de confiança. Esses são sintomas comuns de algumas doenças cerebrais.

Se for identificada a presença de um tumor cerebral, confie em seu médico e siga as orientações clínicas. A medicina evolui constantemente e de forma extremamente rápida. Nestes casos, é necessário agilidade. É preciso identificar o tipo do tumor para que o tratamento seja efetivo. O diagnóstico preciso do tipo de tumor que o paciente apresenta, orienta os médicos na adoção das melhores práticas existentes na atualidade e melhora significativamente o prognóstico (chances de cura) do paciente.

O primeiro passo após a detecção de uma lesão suspeita de tumor cerebral, é procurar um neurocirurgião. Ele vai definir a melhor estratégia para abordar a lesão e encaminhá-la para análise, a fim de definir o diagnóstico e a conduta. A estratégia cirúrgica a ser adotada vai depender do tamanho e localização da lesão, bem como das condições clínicas do paciente. Assim é possível ter clareza na conduta e nos tratamentos a serem adotados dali em diante.

Em linhas gerais, há duas formas de abordar a lesão: realizando uma ressecção ou uma biopsia, que pode ser aberta ou estereotáxica.

A ressecção é a retirada integral (ou da maior parte possível) do tumor. Apesar de retirar a maior parte da lesão de forma cirúrgica, esta abordagem depende da localização do tumor e/ou da condição clínica do paciente. Nem sempre é possível realizar este tipo de abordagem, devido aos riscos envolvidos neste processo e/ou à dificuldade de acesso à lesão.

Em caso de impossibilidade de ressecção total (ou parcial) da lesão, ou quando a lesão ainda está em fase inicial de investigação, os médicos programam a retirada de uma pequena amostra da lesão apenas para fins diagnósticos. Nesses casos, o paciente é submetido à uma biopsia (estereotáxica ou aberta). Este processo é menos invasivo e traz menos riscos aos pacientes. O fragmento retirado é, na maioria das vezes, suficiente para análise da lesão e orientação do tratamento.

A peça retirada em cirurgia deve ser enviada ao neuropatologista para definição diagnóstica do tipo de lesão e posterior orientação de conduta a ser seguida. Através de técnicas altamente avançadas, o material é processado e passa por análises morfológica, histoquímica e imuno-histoquímica. Se necessário, também pode ser realizado estudo molecular para caracterização. A partir de todos esses estudos, o neuropatologista consegue definir com clareza o tipo de tumor e o paciente pode dar sequência ao seu tratamento.

É a partir do laudo neuropatológico que os oncologistas e radioterapeutas conseguirão traçar as melhores estratégias de tratamento ao paciente. Por isso é essencial que este processo seja ágil e o paciente consiga iniciar o tratamento o quanto antes.

Informe-se sobre as melhores alternativas e confie na equipe que escolher para lhe auxiliar durante este processo. Eles vão guiá-lo pelos melhores caminhos a serem seguidos e estarão com você nos momentos em que mais precisar.


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14/mar/2019

O Astrocitoma Difuso (OMS GRAU II) é composto por astrócitos bem diferenciados em uma matriz tumoral frequentemente microcística e desestruturada. Esta neoplasia apresenta crescimento lento e celularidade moderadamente elevada.

Na Classificação da OMS2016, a nomenclatura Astrocitoma de Baixo Grau foi desencorajada e a nomenclatura Astrocitoma Fibrilar também não foi mais recomendada, já que este é o tipo clássico de Astrocitoma Difuso e não está mais listado como uma variante.

Este tumor afeta de maneira mais comum adultos jovens e pode se localizar em qualquer região do Sistema Nervos Central, preferencialmente, no lobo frontal. Astrocitomas Difusos possuem a capacidade intrínseca de uma progressão maligna para um astrocitoma anaplásico e eventualmente um glioblastoma.

Apesar da análise histológica ser mais utilizada, estudos recentes sugerem que os parâmetros moleculares podem trazer informações de extrema importância para predizer o prognóstico da lesão.

Astrocitomas Difusos IDH-Mutantes representam aproximadamente 90% dos casos e antes da era molecular a média da sobrevida de um paciente com este diagnóstico foi descrita como sendo entre 6-8 anos. Porém, este cenário está sendo revisto no contexto do status da mutação do IDH.

Um estudo recente, que incluiu 683 casos diagnosticados como Astrocitomas Difusos IDH-Mutante, demonstrou uma média de sobrevida de 10,9 anos, demonstrando um curso bem mais favorável em relação às lesões que possuem IDH-Selvagem.

Imagem: WHO classification of tumors of the central nervous system / edited by David N. Louis, Hiroko Ohgaki, Otmar D. Wiestler, Webster K. Cavanee – Revised 4th Edition.


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01/set/2015

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